quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pôquer: em alta na vida do carioca


O pôquer é um assunto que vem se tornando cada vez mais polêmico em todo o mundo. Em Niterói não é diferente... Inicialmente, logo após a proibição dos bingos no estado do Rio de Janeiro, o pôquer perdeu espaço por aqui. Muito debatido em rodas de conversa, considerado um jogo de azar por alguns e um esporte por outros. Hoje em dia, o pôquer voltou a crescer e isso foi muito impulsionado pelas transmissões de eventos na televisão, tanto fechada quanto aberta.

Mundial de pôquer teve mais de 6400 participantes em 2009

O campeonato mundial de pôquer que ocorre em Las Vegas (WSOP - World Series of Poker) anualmente tem cobertura de um canal de TV a cabo e conta com uma audiência muito grande. Para se ter uma idéia do avanço do jogo ou esporte em todo mundo, no ano de 2000 o WSOP teve aproximadamente 2000 inscritos. No ano passado, o evento contou com mais de 6400 concorrentes. Nessa mesma linha também temos o campeonato Carioca e o Niteroiense. Claro que em proporções bem menores que o mundial. Os eventos no estado do Rio de Janeiro são sempre cercados de muita amizade, bom humor, respeito entre os concorrentes e é claro, muita rivalidade.

Com uma aceitação muito boa entre os jogadores e apreciadores, o pôquer vem cada vez mais fazendo parte da vida urbana do carioca. Após um dia cansativo e estressante, um torneio da modalidade acaba se tornando um desafogo para muitos. Os clubes de pôquer no estado acabam criando ciclos de amigos. É muito normal ver grupos de jogadores saindo juntos para se divertirem quando não estão jogando.

Jogadores de pôquer sofrem preconceito da sociedade

Anos atrás, a sociedade via os amantes do esporte com enorme preconceito. Imagens de uma pessoa falida, que perdeu a casa, carro e todos os bens apostando era bem comum. Até hoje em dia ainda há pessoas que pensam e vêem o pôquer por esse lado. Mas isso não é bem assim. Pra começar, o tipo de pôquer onde as fichas têm valor monetário já não é mais permitido no Brasil. Esse tipo é chamado de cash game. O permitido é o torneio.

No torneio, paga-se um valor de inscrição como em torneios de futebol, peteca, gamão, etc. Recebe-se uma quantidade de fichas igual a dos outros todos participantes. Joga-se até restar apenas um jogador com todas as fichas do jogo. O jogador eliminado não pode voltar pra mesa. Portanto, é quase impossível uma pessoa perder casas, iates, carros, fortunas, etc em pôquer aqui no Brasil. Isso levaria muito e muito tempo, além do sujeito ter que fazer somente isso da vida - gastar, gastar e gastar - para conseguir tal façanha.

Há também torneios gratuitos e torneios beneficentes

O torneio geralmente é muito mais duradouro que o cash game. Dependendo do número de inscritos, pode-se até demorar dias com intervalos para refeições e descanso. Há também torneios gratuitos e torneios beneficentes como, por exemplo, um que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro na última semana para ajudar os desabrigados da enchente do mês passado. A inscrição era um quilo de alimento não perecível ou uma peça de roupa.

Muitos profissionais e empresários do meio vêm lutando para provar que o pôquer é definitivamente um esporte. Eles costumam compará-lo ao xadrez, que assim como o pôquer, também é um jogo de estratégia, raciocínio e inteligência. A maior conquista recente foi o reconhecimento como esporte mental pelo Comitê Olímpico e, ainda fará um evento paralelo nas próximas olimpíadas.

Apesar de todos os contras, o esporte vem aumentando seus seguidores, amantes e acompanhantes aqui no estado do Rio de Janeiro. Durante anos lutando contra preconceito e injustiças, cariocas adeptos da modalidade finalmente estão conseguindo fazer com que o pôquer se torne parte da vida de muita gente. Inclusive, pessoas que nunca jogaram passaram a acompanhar pela televisão e até mesmo ir aos clubes para conhecer um pouco mais desse mundo. A tendência é que isso aumente ainda mais nos próximos anos, que se tenha cada vez mais jogadores e que acabe de vez com tudo que é mal falado sobre o esporte.

Jogos eletrônicos: um novo fenômeno


Os jogos eletrônicos vêm se tornando uma febre grande em todo o Brasil nas últimas décadas. No estado do Rio de Janeiro não poderia ser diferente. Apenas atrás de São Paulo, os cariocas são os mais fanáticos por esses tipos de jogos.

Com um número cada vez maior de adeptos a esse novo hobby, a indústria dos jogos eletrônicos vem se movimentando muito para esse crescimento não cessar. Além de atualizações constantes, os fabricantes também estão lançando cada vez mais novos jogos de última geração. Com isso, além de prender antigos fanáticos, aumenta-se a chance de conseguir novos jogadores e seguidores.

Até mesmo o futebol vem sendo muito praticado no computador

A geração atual é muito mais virtual do que as anteriores. Um belo exemplo disso é que nos anos 50, 60, 70 e até 80, jogos como taco, pique-pega e bolinha de gude eram os que reinavam. De lá pra cá, jogos para computador como Starcraft, Warcraft e Counter-Strike tomaram conta dos cariocas. Até mesmo o futebol vem sendo muito praticado no computador ou vídeo-game.

O fato é que o lado virtual passou a ser parte marcante da vida social de muitos cariocas. E isso vai muito além. Eventos enormes baseados nesses jogos eletrônicos vêm movimentando o Rio de Janeiro todos os anos, como por exemplo, o ESWC (Electronic Sports World Cup).

Os eventos ESWC promovem grande integração social entre muitas pessoas

O ESWC acontece anualmente em quase todos os estados brasileiros. Dentro dele são disputados torneios de vários jogos, como Warcraft 3, Counter-Strike 1.6 e FIFA. Além de grande rivalidade entre os competidores, os eventos promovem grande integração social entre muitas pessoas. Curiosos e adeptos desses jogos vão para torcer por seus preferidos, mas principalmente para prestigiar um evento muito bem organizado.

Nesse ano de 2010, o ESWC teve três meses de competições com mais de vinte modalidades de jogos e aproximadamente dois mil competidores envolvidos desde os primeiros qualificatórios até o evento final. Foi um tremendo sucesso geral. Além do lado da descontração e diversão, a alavancada do ramo eletrônico e virtual vem dando oportunidade de emprego para muita gente. É um ramo em ascensão e que proporciona ocupação em diversas funções.

É um novo fenômeno chegando e que tende a só evoluir. O ESWC é apenas um exemplo, mas encontros menores entre amigos para debater e jogar são muito frequentes. Seja pelo lado profissional, seja pelo lado amador, os jogos eletrônicos proporcionam empregos, contraternização e muita diversão.